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Salvador Correia, Fotografias

Pai, Marido, Fotógrafo

Salvador Correia, Fotografias

Pai, Marido, Fotógrafo

Mudanças e, dores no corpo todo

Ah, as mudanças de casa! A inegável alegria de mudar para um espaço novo, para uma casa nova, onde vamos aumentar a nossa qualidade de vida, ver sorrir a luz e ser felizes.

E onde esperemos que depois de ser exorcisada por um padre, por alguma razão o demoniozinho lá de casa vai berrar menos um bocado.

Começar a escrever pela conclusão é que está a dar. Faz parecer o processo uma coisa mais linear. No entanto, o processo, o caminho até chegar ao ponto onde dizemos que as mudanças estão terminadas, é um caminho trilhado sobre pedras de sangue, suor em bica por todos os orifícios do corpo e peças de roupa que possamos por em cima, e lágrimas, aninhado em posição fetal.

"Porquê Deu?!"

No fim, o que interessa é que termina tudo, e tudo termina comigo a dizer "Não voltamos a fazer mudanças, a próxima mudança temos que ter plafound para comprar um serviço de mudanças!" e daqui a uns tempos voltamos a fazer tudo outra vez.

Porque a vida é assim mesmo amigos, para ser vivida e tudo vale a pena desde que o façam com os amores da vossa vida.

Eu fiz, outra vez e farei quantas vezes forem preciso.







Qual é a tua máquina? Só sei que a minha é a melhor do mundo.

Confesso, que não tenho grande interesse.

Quer dizer, eu sou um indivíduo das tecnologias, seria de esperar que estivesse sempre, sempre, mas sempre atrás do melhor gadget da melhor máquina, de comprar tudo mal sai da loja. 

Mas não.

Estaria a ser hipócrita se dissesse que o gosto por todos os equipamentos e especialmente electrónica de ponta não faz parte da minha vida, mas a vontade de não ser refém das marcas, de não ser refem do status quo de "ter que ter" determinada máquina, determinado telemóvel para ser melhor fotógrafo.

"Jesus ele disse que podemos comprar um telemóvel para ser fotógrafos!!!"

Sim, podem comprar qualquer equipamento  que faça captura de uma imagem e que retrate aquilo que viram naquele momento.

E se tiverem alguma qualidade, vão ser fotógrafos, senão não, mas tirararm a fotografia na mesma.

E no fim do dia é só isso que interessa.



Huawei GPlay Mini, f/2 1/33 3.79mm ISO 100


Canon PowerShot A2500, f/2.8 1/800 5mm ISO 100

Canon EOS 1200D, f/11 1/400 30mm ISO 200

Estar de standby com um bebé

O estado constante de desapego às coisas a que chamamos sanidade mental.

O dia nunca acaba, nem nunca começa, a melhor experiência que se pode ter em Portugal sobre o que é viver na Suécia onde o sol raia durante 22h e o resto do tempo é uma espécie de tempo onde te encostas e fazes de conta que estás a dormir enquanto rezas todas as rezas que conheces para não e ligarem ou o bebé não berrar, ou pior ainda (valha-nos Deus) não acontecer as duas coisas, ao mesmo tempo.





E depois fui carregar um móvel de 50kg











Mais um dia de passeio noturno, ou de final de tarde, o que com esta hora de Inverno é como se fosse a mesma coisa, com um final um tanto ou quanto exigente fisicamente.

Fui tirar a ferrugem aos dedos e ao olhar (pois isto de fotografar pouco mais é do que ver) e aproveitar para treinar um bocado a visão noturna do equipamento que por obra de Deus (como quem diz da minha mulher) me caiu no colo. Podemos dizer que sou um indivíduo com sorte.

Depois da volta, das fotografias e do jantar lá se foi caminhar um bocado naquela volta que acaba a bater à porta do Ikea, e a carregar o carro com um objeto que depois de comparar o tamanho dele com o do carro ainda não sei como o trouxe para casa. Mas veio!

Isto de ser fotógrafo em part-time e pai e marido a tempo inteiro tem destas nuances, a verdade, é que, há uma imensa em nunca saber como o nosso dia vai acabar, mesmo que a única certeza é que geralmente termina exausto, mas feliz.