Diário fotográfico de Matosinhos I
O que é que posso dizer?
Primeiro estranha-se depois entranha-se, o grande clássico dos clichés recessos que também tenho direito a usar.
Matosinhos é uma cidade portuguesa, pertencente ao distrito do Porto, sede de um munícipo formado por quatro freguesias limitado a norte pelo município de Vila do Conde, a nordeste pela Maia, a sul pelo Porto e a oeste tem costa no oceano Atlântico.
Matosinhos, juntamente com os concelhos vizinhos do Porto e de Vila Nova de Gaia, forma a Frente Atlântica do Porto, que constitui o núcleo populacional mais urbanizado da Área Metropolitana do Porto, situado no litoral, delimitado, a oeste, pelo Oceano Atlântico.
Primeiro estranha-se depois entranha-se, o grande clássico dos clichés recessos que também tenho direito a usar.
Matosinhos é uma cidade portuguesa, pertencente ao distrito do Porto, sede de um munícipo formado por quatro freguesias limitado a norte pelo município de Vila do Conde, a nordeste pela Maia, a sul pelo Porto e a oeste tem costa no oceano Atlântico.
Matosinhos, juntamente com os concelhos vizinhos do Porto e de Vila Nova de Gaia, forma a Frente Atlântica do Porto, que constitui o núcleo populacional mais urbanizado da Área Metropolitana do Porto, situado no litoral, delimitado, a oeste, pelo Oceano Atlântico.
É uma cidade, habituada desde cedo a lidar com os problemas da estratificação social e definição do que são os verdadeiros locais contra a tomada de posse da frente do mar (que hoje é bem mais do que a frente) pelos grupos mais avanjatados vindos de fora.
Com o desinteresse pelas classes altas na habitação no centro do Porto, a construção da nova marginal de Matosinhos vem reunir em polo um conjunto de habitações dedicadas não aos naturais de Matosinhos mas aos influentes vindos de fora e na altura desinteressados por habitar no Porto.
Hoje, Matosinhos resiste, sem se falar dele com o fervor de antigamente, associado aos bairros e movimentos dos pescadores, batalhando uma guerra cada vez maior espelhada pelo que é a Rua Brito Capelo, outrora a "Santa Catarina de Matosinhos", hoje o reflexo claro do que está a ser tomado pela gentrificação, vejam senão o que é esta rua até à Avenida da República e depois dela.
O engraçado, não deixa de ser nunca, que de Matosinhos tão pouco se fala senão como sendo o dormitório dos ricos, mas no fundo no fundo, há um pulsar incessante de quem é dali que não deixa o espírito morrer.
Matosinhos resiste enquanto o Porto vai aos poucos e poucos perdendo a sua resiliência.






