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Salvador Correia, Fotografias

Pai, Marido, Fotógrafo

Salvador Correia, Fotografias

Pai, Marido, Fotógrafo

Santiago de Compostela uma série de 10 fotografias

Em resumo das primeiras (!!) férias que a familia a 3 faz, tivemos a oportunidade de passar por Santiago de Compostela, onde eu, la consegui fazer esta série de 10 fotografias, a correr... mas começa a ser um estilo não é verdade?

É bastante curioso como uma cidade que vive maioritariamente da ligação à religião que toda a gente sabe que existe, tem uma vida tão forte e particular a correr por ela.

Nós os turistas somos quase invisíveis aos locais, que estão sempre a correr com algum local onde estar que não ali como nós de nariz no ar à procura de coisas novas para ver.

É quase um inverso proporcional do que vemos em Fátima, onde a cidade é, praticamente um Santuário e vive das imagens da "santidade" que ambos sabemos que não é bem assim.

Um negócio bastante mais puritano digamos.

Santiago de Compostela, é em comparação um jovem a mexer com os olhos sempre no que vem a seguir e não no pré instituido dogmático da religião.

Vale a pena ir visitar, e sim, o Santuário também!
























O Senhor de Matosinhos com um bebé, uma missão de toca e foge

Deixem-me primeiro deixar aqui uma nota para os pais a quem parece que nada corre mal, que a vida é maravilhosa e os filhos dormem noite dia ao ponto deles parecerem mais descansados que eu quando não tinha filhos: vão à merda.

Era só isto. Se tiveram fair play parabéns, o resto do texto vem a seguir.

O Senhor de Matosinhos é para as pessoas da terra que lhe dá o nome o apanágio do início do verão. Aliás posso dizer com certeza que mesmo que neve, havendo arraial da terra é verão em Portugal.

Como em todos os anos foi anunciada a data da festa e como em todos os anos sabemos que durante um mês inteiro há um sem fim de ramboia ao ar livre onde por mais que lá passemos nunca nos fartamos de ver o senhor das ginjas, ou aquela peça de louça muito bonita que a bem da verdade já nem as nossas avós eram capazes de querer.

Mas estão lá, todo os anos, alguém as deve comprar. Chega a ser um bocado assustador.

Torna-se o verdadeiro ritual de peregrinação pelo santo padroeiro do pão com chouriço, das faturas e das meias dúzias de 25 unidades de churros (amém!).

E qual é o papel da malta nova no meio disto tudo? Engane-se quem pensa que estas romarias são coisa dos anciãos. Hoje ir à festa é duma sexualidade tal que abrir as redes sociais nestes dias é quase como ver o relato em direto de toda a animação possível que é comer um churro, ou, loucura das loucuras uma fartura (isto não é “os santos”, não há cá sardinhas).

E eu não era exceção. Até agora todas as oportunidades foram poucas para ir à festa fazer o passeio da apreciação das novidades da louça e das novas tendências da roulote cousine. O churro recheado de Kinder Bueno com topping de marshmallows e pepitas de quinoa com pó de chia atrai a malta nova. Nem que seja para ver as unidades de exposição. É uma coisa que enche o olho. Fomos até este ano cerca de 54 vezes por ano ao Senhor de Matosinhos, e cada ano foi mais incrível que o anterior. Ah! Não esquecer o fogo, porque o fogo de Matosinhos é sempre melhor que o do São João!

Entretanto a vida muda não é? A vida mete-se no caminho e nós mudamos irremediavelmente sem perceber muito bem o que nos aconteceu. E isto é bom, muito bom, mais diferente. É o melhor que tenho para vos dizer.

O quão diferente? Quando nos anos anteriores esta espécie de eventos era só chá e purpurinas hoje é café às litrosas e todos os dias acordar sem saber muito bem se se dormiu de pé ou a correr. Ir a estas festas passou de uma ocasião de aproveitar o tempo a não fazer coisa nenhuma para uma operação de toca e foge, onde curiosamente se aperfeiçoa diariamente a arte de ver em 15 minutos o que antes precisava de 4 dias para o fazer e comer churros em andamento só com uma pit stop no lago dos patos para empurrar tudo com um santal de tutti frutti ganho na tombola do Padre Grilo.

E é isto irmãos. Parece repentino este final, mas como devem ter reparado tenho mais que fazer. Descansem, demorou 3 dias a fazer este texto às prestações.

E ah! Ganhamos também um mini cesto de plástico na tombola do Padre Grilo.

Embrulhem!